Cisto de Ovário
Ginecologia e Obstetrícia
O que é?
Os cistos de ovário são formações preenchidas por líquido que se desenvolvem no interior ou na superfície dos ovários. Em grande parte dos casos, estão relacionados ao próprio funcionamento do ciclo menstrual e desaparecem espontaneamente, sem trazer sintomas ou prejuízo à saúde. Contudo, alguns cistos podem crescer, persistir por mais tempo ou apresentar características complexas, aumentando o risco de dor, torção ovariana, ruptura ou impacto sobre a fertilidade.
Eles podem ser classificados em diferentes tipos, como cistos funcionais, cistos endometrióticos, cistos dermoides e cistos neoplásicos, cada um com comportamento clínico distinto. O Dr. Carlos Henrique de Souza Ribeiro, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, realiza a avaliação detalhada dessas formações, definindo quando é possível apenas observar e em quais situações o tratamento ativo é necessário.
Sintomas e diagnóstico
Muitos cistos ovarianos são assintomáticos e detectados de forma incidental em exames de rotina. Quando provocam sintomas, estes podem se manifestar de forma discreta ou intensa, a depender do tamanho, tipo e localização do cisto. Entre os principais sinais associados estão:
- Irregularidade menstrual
- Dor pélvica ou sensação de peso na parte inferior do abdômen
- Inchaço ou aumento do volume abdominal
- Dor durante as relações sexuais (dispareunia)
- Desconforto ao urinar ou evacuar, em casos de cistos volumosos
- Quadros agudos de dor intensa, que podem sugerir torção ou ruptura do cisto
Em algumas situações, os cistos também podem estar associados a dificuldade para engravidar, principalmente quando relacionados a quadros de síndrome dos ovários policísticos ou endometriose.
O diagnóstico é realizado principalmente por ultrassonografia transvaginal, exame que permite avaliar:
- Tamanho do cisto
- Conteúdo (simples, hemorrágico, com septos ou vegetações)
- Características de benignidade ou suspeita
- Presença de cistos em um ou ambos os ovários
Em casos selecionados, exames complementares, como ressonância magnética ou marcadores tumorais, podem ser solicitados para melhor estratificação do risco e definição da conduta.
Tipos de intervenções cirúrgicas
O manejo dos cistos de ovário é individualizado e leva em conta a idade da paciente, o tipo de cisto, o tamanho, a presença ou não de sintomas e o desejo reprodutivo.
Tratamento Medicamentoso e Acompanhamento
Em muitos casos, sobretudo quando se trata de cistos funcionais, a conduta é de observação e acompanhamento periódico, pois tendem a regredir espontaneamente. Dependendo do quadro, podem ser utilizados:
- Contraceptivos hormonais, para regular o ciclo e reduzir a formação de novos cistos funcionais
- Analgésicos e anti-inflamatórios, para controle da dor em fases sintomáticas
- Ajustes de estilo de vida e acompanhamento clínico em casos associados a alterações hormonais
Essa abordagem é especialmente indicada para cistos pequenos, com características benignas e sem impacto significativo na qualidade de vida.
Tratamento Cirúrgico
A cirurgia passa a ser considerada quando:
- O cisto é volumoso ou de crescimento progressivo
- Há dor intensa ou recorrente
- As características de imagem sugerem risco de malignidade
- Há torção ovariana ou ruptura
- Existe impacto relevante na fertilidade ou planejamento reprodutivo
Nesses casos, a laparoscopia é a via de eleição na maior parte dos cenários, por ser minimamente invasiva e permitir a retirada do cisto com menor agressão ao tecido ovariano.
Como é o atendimento?
Na abordagem cirúrgica dos cistos ovarianos, um dos principais objetivos é preservar ao máximo o tecido ovariano saudável, especialmente em mulheres em idade reprodutiva. Por isso, sempre que possível, realiza-se a cistectomia ovariana (retirada do cisto) em vez da remoção completa do ovário.
A preferência é pelo uso de técnicas minimamente invasivas, como:
- Laparoscopia
- Cirurgia robótica, que oferece maior precisão nos movimentos, melhor visualização das estruturas delicadas e potencial para menor dano ao tecido ovariano
Essas abordagens contribuem para:
- Menor dor pós-operatória
- Menor risco de aderências
- Recuperação mais rápida
- Melhor preservação da função ovariana e da fertilidade
A decisão entre observação, tratamento medicamentoso ou intervenção cirúrgica é sempre fundamentada em critérios técnicos, exames de imagem e na história clínica de cada paciente. O objetivo é equilibrar segurança, preservação da fertilidade e qualidade de vida, com uma conduta clara e bem explicada em todas as etapas do cuidado.
Dr. Carlos Henrique Ribeiro
Ginecologia e Obstetrícia | CRM-SP: 80386 | RQE: 92.527
Dr. Carlos Henrique de Souza Ribeiro é um ginecologista obstetra com mais de 25 anos de experiência, graduado em medicina pela Universidade Federal do Pará. Com especialização em ginecologia obstetrícia e título de especialista pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, ele se destaca na cirurgia ginecológica minimamente invasiva, oferecendo um atendimento de excelência às suas pacientes.
Sua carreira é marcada pela dedicação à saúde da mulher, com expertise em infertilidade conjugal e especialização na Santa Casa de São Paulo, além de uma pós-graduação em cirurgia robótica no renomado Einstein Hospital Israelita. Dr. Carlos já realizou mais de 10.000 procedimentos cirúrgicos, abordando desde patologias reprodutivas até condições que afetam a qualidade de vida, como endometriose e miomas.
Comprometido com a atualização constante, ele utiliza as mais avançadas tecnologias, incluindo a plataforma robótica Da Vinci, para garantir um atendimento diferenciado e acolhedor. Dr. Carlos Henrique se dedica a promover a saúde feminina, focando na prevenção de doenças e na preservação da fertilidade, sempre com um olhar atento às necessidades de suas pacientes.